Bispo D.Reinaldo
- s44246“NOVO MILÊNIO”
“COMUNHÃO NA PALAVRA”, nº 144, agosto de 2009
“E todos os que (o) tocaram ficaram curados.” (Mt. 14,36
Caríssimos e caríssimas,
Que bom que estamos caminhando juntos nesta “santa viagem” ou “romaria” (CF. Sl. 83[84], 6 ss) – “caminheiros da caminhada” rumo ao “Reino”. Antes de tudo quero renovar o meu propósito de ver nisso o mais importante de minha vida de cristão e de bispo: Estar unido com todos vocês queridos(as), sabendo que o meu esforço pessoal fortalece a todos (como também o meu relaxamento frearia a todos). O bem que um faz é um encorajamento para os outros e uma força, mesmo inconsciente, pois “em Cristo” estamos todos ligados. O corpo todo está forte e sadio na medida em que cada membro fizer o mais bem possível a sua parte, como o pecado e a falha de cada um prejudica a todos.
Neste mês vocacional celebramos a festa do S. Cura de Ars – no 150º. ano de sua morte, motivo pelo qual o S. Padre o declarou “Ano Sacerdotal”. Olhei o evangelho que “por acaso” cai nesse dia e recebi a resposta, qual deveria ser a frase para esta Comunhão na Palavra:
“E todos os que (o) tocaram ficaram curados.”
Faz um tempinho que me impressiona esta frase ao pensar que nós, Igreja, comunidade eclesial somos “Corpo de Cristo”, visibilidade e instrumento da presença de Cristo “até o fim dos tempos” (Mt.28, 20). E me pergunto: Quem nos toca fica curado? Quem me toca fica “curado”? Ou, pelo menos, aliviado, mais animado, mais esclarecido, mais contente e com mais coragem para continuar essa “santa viagem”?
“E todos os que (o) tocaram ficaram curados.”
Com o S. Cura de Ars foi a assim: Milhares de pessoas, despertadas pela fama que se espalhara em toda a França e além viajam a Ars para conhecê-lo, pedir seus conselhos, confessar-se com ele. E encontravam ou reencontravam Deus e sua fé.
Esta é a nossa missão: Batizar – mergulhar todos na vida da SS. Trindade, ajudando-os a serem discípulos, vivendo nós mesmos em comunidade (ou grupo ou movimento ou pastoral) segundo o modelo de qualquer convivência humana. Somos Igreja e comunidade eclesial para isso. Sem viver essa “essência” da vida cristã não poderíamos exercer a nossa missão no mundo que anseia – tantas vezes sem o saber – para o “Reino” – paz, justiça, felicidade, amor, solidariedade. Para isso aconteceu o importante Encontro Intereclesial das CEBs em Porto Velho.
Isto só é possível se – cada um segundo a sua própria vocação – cada dia nos entregarmos com nova boa vontade a amar sempre, a viver sempre em Deus, a acolhê-lo em cada pessoa que encontrarmos, primeiro dentro da família e da comunidade e depois em torno da mesma. E quem nos encontrar assim, ficará “curado”, pois encontrou Jesus Ressuscitado na Sua Igreja. Neste sentido desejemo-nos um ótimo mês vocacional!
+ Reinaldo Pünder
O comentário bíblico desta folha se destina à leitura individual e comunitária nas reuniões de todas as comunidades ou grupos eclesiais da Diocese para se tornar propósito de vivência durante o mês. Nas reuniões subseqüentes, sobretudo ao fim do mês, se faz a “colheita” numa partilha mútua. Comuniquem as experiências mais significativas à Coordenação Pastoral Diocesana, “Testemunho da Comunhão”, Cx. Postal, 06 – 65.415-000 – Coroatá-MA!